Carlos Afonso Frederico Mendes Paula é arquiteto, investigador e divulgador da história e do património de origem portuguesa em Marrocos. Trabalhou no Gabinete de Estudos Estratégicos da Câmara Municipal de Lagos.
Mantém o blogue de referência «Histórias de Portugal em Marrocos» e é autor dos livros Histórias de Portugal em Marrocos (Argumentum Edições, 2019) e Portugal em Marrocos, Olhar sobre um património comum. A sua investigação incide sobre as fortalezas e os castelos portugueses em Marrocos, como Mazagão, Arzila e Ceuta, e sobre as influências mútuas entre os dois países ao longo da história.
É sócio-fundador do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves e vice-presidente do Instituto de Cultura Ibero-Atlântica, e realiza conferências sobre o património de origem portuguesa em Marrocos.
O Prémio Carreira 2026 foi-lhe atribuído na cerimónia de entrega do 5.º Prémio de Arquitetura do Algarve, a 17 de maio de 2026, no Cineteatro Louletano, em Loulé.
António Porfírio de Sousa Maia nasceu em Lisboa. É licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa (1981) e mestre pela Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa (2007).
Exerce em regime liberal, com atelier próprio, desde 1981, com a obra concentrada no Algarve: moradias, edifícios de habitação, comércio e serviços, reabilitações e planos de urbanização, em Faro, Tavira, Albufeira e Loulé, entre outros concelhos.
Entre 1994 e 1997 foi vereador da Câmara Municipal de Faro, com o pelouro do Planeamento Urbanístico, e coordenou o Plano Estratégico de Faro, o Plano Diretor Municipal, o Plano de Salvaguarda e Reabilitação do Centro Histórico, o Plano da Estrutura Verde e o Plano de Urbanismo Comercial. De 2007 a 2011 foi vice-presidente da CCDR Algarve, com o pelouro do planeamento urbano e regional, e coordenou o Plano de Intervenção para a Aldeia de Estoi, no âmbito da revitalização das aldeias do Algarve.
Foi distinguido com o 1.º Prémio Municipal de Arquitectura de Faro (1989) e com uma Menção Honrosa (1987), integrou júris, entre os quais o da seleção regional do Prémio Mediterrâneo de Paisagem, e participou como orador e moderador em numerosos seminários e conferências sobre urbanismo e ordenamento do território.
José Maria Lopes da Costa nasceu a 24 de julho de 1935, em Cucujães. Cursou Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e colaborou com os arquitetos Arménio Losa, Rui Pimentel e Duarte Castelo Branco; integrou ainda o Gabinete do Plano Regional de Aveiro, sob a orientação de Robert Auzelle.
Radicado em Faro desde 1967, exerceu em regime liberal, nomeadamente para a Empresa Turística de Vale do Lobo. Em 1974 coordenou, em regime de voluntariado, a Operação SAAL da Associação 11 de Março, em Olhão (40 fogos), e entre 1975 e 1978 foi responsável pelo Setor da Habitação do Gabinete do Planeamento da Região do Algarve.
Passou depois pelo setor cooperativo, na Bloco CRL (1978–1981) e na Cooptar CRL (1981–2000), onde assinou numerosos projetos de habitação cooperativa e de equipamentos de uso coletivo, vários distinguidos pelo INH, e foi assessor técnico da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António (1983–1986). Foi 1.º classificado no concurso de ideias para a zona histórica de Castro Marim (1996) e no concurso do Parque Ribeirinho de Faro (1992).
José Veloso (Lagos, 9 de junho de 1930 – 19 de janeiro de 2024) formou-se em Arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa e abriu atelier próprio em Lagos. Integrou delegações de arquitetos portugueses aos congressos da União Internacional de Arquitetos de 1967 e 1972 e teve uma participação cívica e política ativa.
Através da cooperativa Bloco, dedicou grande parte da sua obra a equipamentos públicos, habitação municipal e habitação cooperativa. Entre os trabalhos mais conhecidos está o bairro da Meia Praia, em Lagos, associado à canção «Índios da Meia Praia», de Zeca Afonso.
Membro Honorário n.º 304 da Ordem dos Arquitectos, foi o primeiro distinguido com o Prémio Carreira da Secção Regional do Algarve, em 2021, como reconhecimento da sua dedicação à arquitetura, ao ensino e à construção de uma sociedade mais justa.